sábado, 26 de julho de 2008

Mané Querincha


Na arte da posse e do domínio de bola, talvez não houvesse existido alguém como Mané Garrincha. Imagens da época, o mostram em campo, em jogos da Copa do Mundo, com uma performance de alguém que estivesse numa pelada no quintal da casa, tal era a simplicidade e a naturalidade com que ele envolvia o adversário.
Garrincha morreu farrapo, alcoólotra e só.

Eu vivo num tempo e numa cultura completamente fut-embolada.
Eu mesma fiz parte da massa que se envolve com os acontecimentos que giram em torno duma esfera de borracha re-emendada, rolando numa grama, não raro, artificial.
Em torno daquela pequena esfera, gira um universo de interesses, como num tornado, levantando e levando tudo pela frente e girando no ar, aos pedaços.
E somos levados junto, pela força gravitacional e destrutiva que habita no centro do tornado, sem nos darmos conta do quanto somos manipuláveis e manipulados. Mané-ni-pulado.
Li, uma vez, uma frase que dizia: nunca siga a multidão.
Não existe nada mais vazio, que a multidão. Não existe nada mais fraco, que a multidão. Não existe nada mais acéfalo, que a multidão.
Não é à toa que a multidão é chamada de massa: massa não tem forma, não tem vontade própria, não tem vida própria, não tem nada que seja de seu.
Massa tem o formato que lhe dão, tem o tamanho que lhe conferem.
Quanto mais a massa é esmagada, sovada, batida, mais massa fica, mais homogênea se torna.
Massa não decide nada. Massa nunca sabe nada. Massa é produto da vontade de algo ou de alguém. Massa sempre tem uma forma. Mas que alguém de fora dela, dá. Quem faz parte da massa não pode nada. É nulo. É zero à esquerda.
Nunca siga a massa. Tu vai te tornar igual a ela.
Tu podes ser a pessoa mais intelectual. Tu podes ser a pessoa mais influente. Tu podes ser o que for, e o que não for: quando tu te une à massa, tu perde todas as tuas características de indivíduo (indivíduo tem conotação de “ser único”), e tu passa a ser algo sem forma nítida, sem característica própria. Tu vira massa.
Massa, por si só não tem sabor, gosto. Tem o gosto, o sabor do que a ela for misturada. Isto é, ela assume rapidamente o caráter, a personalidade daquilo ao qual ela se misturar, mas que não se deixa misturar por ela.
Massa não é nada possível de ser definido, tão nada e vazia ela é.
Eu não conheço ninguém que queira ser massa. Mas conheço pouquíssimas pessoas que decidiram não sê-la.
Porque tu precisa ser tu mesmo, para não ser massa. E ser “tu mesmo” é ser alguém que pensa com sua própria cabeça. É preciso ser alguém que tem vontade de sair fora do redemoinho dos acontecimentos e não se deixar levar pela sucção dos fatos. Tu tem que ser alguém que saiba se posicionar. É preciso ser alguém com coragem de ser autêntico. Correr risco de pensar por si mesmo.
Fora da massa ficam aqueles que tem sabor, gosto, cheiro...
Um tempero nunca será massa. Uma essência nunca será massa.
O sal nunca será massa. (“Vós sois o sal da terra” Mt. 5:13).
O futebol massifica, porque ele não é essência. Ele é superficial, passageiro e volátil. Isto é, aquele par de pernas que eu aplaudo hoje, eu vou vaiar amanhã, porque futebol não é amor, é paixão passageira e de puro interesse. Não há fidelidade na paixão. Não há casamento que dure, só com a paixão. Futebol é feito por mercenários, que seguem o rumo financeiro.
A massa pode se apaixonar. Mas o ser amado não se envolve com a massa. O amor da massa é unilateral. Não é correspondido. Massa sempre ama sozinha.
Aprenda uma coisa: quando tu é massa tu nunca é valorizado. Tu nunca é amado. Nunca.
Não espere qualquer glória, sendo massa. Tu sempre vai ser motivo de chacota. Tu sempre vai ser motivo de riso e debocha daquele que te usa, que te explora. Porque massa sempre é explorada: massa não tem cérebro, não pensa. Massa nasceu pra servir. Pra ser sovada. A-manés-sada
Porque tu acha que tem tantas fábricas invisíveis de nos fazer massa?
Porque tu acha que tem um processo invisível nos tornando massa?
Olha à tua volta. Veja as pessoas a tua volta. Olhe seu modo de vestit, falar, gesticular, consumir, hábitus ... Comece a analisar de onde nasceu aquela tendência e perceba que teve uma nascente. Um nascedouro. Geralmente é uma programação de TV aberta. São cópias borradas dos personagens criados nas telinhas.
Nós não sabemos nem escolher nossas roupas, sozinhos. Precisamos duma fábrica de massa para escolher pra nós: e que melhor fabriqueta que a novelinha? Que melhor fábrica de escolher nosso linguajar que aqueles diálogos recheados de palavrões da novelinha? Que melhor fábrica de nos adestrar, de nos domar e dominar que a violência impregnada na telinha?
Enquanto tu veste o que todo mundo veste, mesmo que não combine contigo, quando tu fala só os assuntos que todo mundo fala, mesmo que não acrescente nada ao teu dia, quando tu olha o que todo mundo olha, quando tu come, bebe, frequenta, fala o que os outros estão falando, tu é massa. Tu não és ninguém em especial.
Precisamos de lazer? Sim. Mas precisamos, antes, sermos livres para decidir por nós mesmos. Ter livre-arbítrio não é a mesma coisa que ser livre. Só tem uma forma de alguém ser livre: é conhecendo a verdade. (“Eu sou a verdade”Jo.14:6; e ...”conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”Jo.8:32).
Nos países de primeiro mundo, onde os canais de Tvs são pagos, as pessoas gastam seu tempo livre com diferentes alternativas, como leitura de bom nível, teatro, cinema...O que é essencialmente cultural não massifica. Lá, onde as pessoas tem poder aquisitivo, a moda é repetir as roupas. Lá não tem fábrica de produzir a necessidade de trocar de roupa toda hora, para nos firmar socialmente.
Porque necessitamos do troca-troca? Porque massa não sabe que seu valor não está no corpo, mas na essência do ser humano, que é sua alma e que mora nele. Não esqueça que essência não faz parte de massa. Massa não tem corpo individual. Tu não tem valor dentro da massa. Tu não acrescenta nada, tu não agrega nada de teu, na massa. E roupa não é tu. É tua, mas não é tu. Então tu tem que fazer o que todo mundo da massa faz: trocar de roupa, trocar isto, aquilio, ...seguir a massa...
Geralmente, a base da massa é formada por pessoas sozinhas com suas mentes completamente ocupadas com as necessidades básicas da existência humana diária, como comida, roupa, aluguél. Falta de gás. Fica fácial manipulá-la, porque em suas mentes não tem espaço para produzir pensamentos criativos, capazes de produzir, de acrescentar qualidade de vida, que venham enriquecer suas relações, que os tire do lugar comum.
Pensando sobre isto, eu ainda não concluí se eles fazem parte da massa por serem assim, ou se eles são assim por fazerem parte da massa. Mas uma coisa, sei: Uma das recíprocas é verdadeira.
Para a massa, o futebol é uma válvula de escape dos problemas diários. Tu não te sente mais sozinho com os teus problemas: tu olha pro lado e vê alguém gritando e chorando, como tu, com o mesmo vazio de expressão, a mesma faixa de barriga de fora, a mesma chapinha, com um pircing igual...e tu pensa: a solidão dele é igual a minha.
Enquanto tu chora agarrado na cerca da Geral, tu tá engordando a conta corrente do teu ídolo. E ele tá tão preocupado contigo, tão interessado em ti, no teu choro, que logo vai adiante, assim que aparecer um bobo que lhe pague mais que tu. ( Interessante: jogador recebe luvas para usar os pés..).
O que sobrou pra ti, na segunda-feira? O que restou pro teu filho comer?
Pois massa vive de sobras, de raspas e de restos.
O componente que liga a massa é a solidão de cada um. Cada um, da massa, é alguém que se sente só, e que aceita fazer parte da massa para fugir da sua solidão. Porém, tá na massa, mas a tua solidão continua em ti. Cada componente da massa tem sua solidão particular, porque solidão não se mistura, ela liga, mas não mistura, porque não é no corpo, é na alma. Nós ficamos comprando coisas para o corpo, mas a alma continua com fome...treme de frio...
E solidão não sai de dentro da gente por si só, nem é possível de ser arrancada. Solidão só sai de nós quando a palavra de Jesus entra em nós. Quando a luz entra, a escuridão tem que sair. Luz e treva não convive no mesmo espaço.
E quando a solidão sai de nós a massa passa a nos ver como um corpo extranho, porque passamos a ser livres de todo laço que nos desagrada, que nos massifica. Passamos a ter, com Cristo, o domínio e a posse da nossa vida, da nossa roupa, nossa forma de pensar, nossa forma de amar o outro...
Conviver.
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No jogo da vida é Jesus Cristo quem escala os que entram em campo pra vencer. É Ele que tem o poder de dar a posse e o domínio de bola. Ele mesmo troca passes e tabela conosco.
Aprendi com Ele a dar chapeuzinho, janelinha e lençol no adversário. A tirar de letra. A não errar em bola. Fazer chuverinho. Me fez de dona da pequena e da grande área: encho o pé e acerto de primeira, no sem pulo, de calcanhar, de bicicleta, de voleio. Mergulho. Mato no peito. Domino. Acerto o ângulo. Sacudo a rede. Goleio.
Jesus nos tira da massa, da lama, do banco, do fosso e da fossa. Nos põem em campo pra sermos mais do que vencedores, com Ele, pois ...”eu venci o mundo”Jo16: 33 e porque “Posso todas as coisas naquele que me fortalece” Fl 4,13.
Venha pra Cristo, você também: ...”quem não é contra nós é por nós. Lc9.40”.
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Ouvi, hoje, um cliente comentando com meu colega de trabalho: Veja o convite que ganhei, para estar, nesta noite, num grupo seleto de empresários, onde vão estar (e citou alguns nomes da mídia). Estaremos apoiando xyz (jogador chegado da Europa), a retornar ao futebol gaúcho, pois o mesmo está descapitalizado, ele está mal das pernas, disse ele. E passou, então, a listar as posses que tinham restado ao tal jogador.
Eu não sei quantas pessoas vão ler este texto, mas creio que se somados fossem os salários recebidos por elas durante sua vida ativa, não atingiria o total dos bens de um jogador “mal das pernas”.
Eu fiquei cabisbaixa lembrando de todas as vezes que eu contribuí com aquele “par de pernas”.
Ei: o que sobrou na tua panela? Ei: o que tem no teu coração?

Passarinheiro


(“Ele te livrará do laço do passarinheiro”Sl. 91:3)
Precisamos olhar mais detalhadamente para aquilo que não gostamos de ver. Temos muito a aprender “na e com” aquilo que se apresenta desagradável ao nosso olhar.
(“A candeia do corpo é o olho...que a luz que em ti há não sejam trevas” Lc. 11:34-35).
Seguidamente vem um passarinho brigar com sua própria imagem refletida na vidraça da minha janela.
Sempre que alguém ou alguma coisa começa a me causar incômodo, eu me vejo como aquele passarinho, porque o que não gostamos no outro, é justamente ver refletido nele aquilo que nos desagrada ver em nós, mas que, de alguma forma, e por algum motivo, eu ainda não resolvi em mim.
Eu tenho muitas desculpas, medos, rancores, temores, fraquezas, teimosias; que não encaro de frente, e que porisso mesmo, não arranquei de mim.
Faz algum tempo, eu conheci uma moça que vive de mendigar nas escadarias da estação do trensurb, na capital: levei pra ela roupas, calçados, cobertas...que ela não usa. Vive rasgada, suja, mal agasalhada. Convido ela pra vir comigo...ela me diz: “tal dia eu irei” - mas não vem.
Me incomoda ouvi-la pedindo, ao me aproximar: “uma moeda, tia”
(...“mas foi assim para que se manisfestasse nele as obras de Deus”Jo. 9:3)
Eu queria lhe dar mais que uma moeda: Eu queria lhe dar o gosto de buscar sua própria comida, seu calçado, sua roupa... Eu queria lhe ajudar a entender que ela vale mais que uma moeda. E que, quando eu lhe dou, é tão pouco o que entrego, que é como se eu lhe estivesse dizendo: Tu vale somente isto. Teu preço é só este. Tô pagando o que tu vale.
E ao mesmo tempo, muitas vezes nem a moeda tenho eu, no meu bolso. Então me sinto mais mendiga que ela, ainda.
Ou fico pensando dela: “Ela quer dinheiro pra desperdiçar com drogas”. Mas, como posso eu julgá-la, se eu mesma desperdiço o que Deus tem me dado?
Mas Jesus disse: ...”dai a quem te pede”; e: ...”tive fome e destes-me de comer...estava nu, e vestistes-me...”(Mt.25:35-36)
Em relação ao que se passa entre ela e eu, pouco ou nada me agrada: Nem quando eu lhe dou alguma coisa, porque alguma coisa não chega ser algo; nem quando eu não tenho nada pra dar, porque aí ela toca na minha ferida: eu me sinto mais pobre que ela. É horrível quando nos damos conta da nossa pobreza interior. Quando não tenho nada dentro de mim, nem dinheiro me basta, pois fica fora de mim.
Não raramente, não temos nada pra dar a alguém, e isto perturba meu coração. Me incomoda quando eu sento pra comer, quando percebo meus pés aquecidos, minha cama boa...minha casa espaçosa... E não ter nada pra dar...
Me incomoda com o porquê dela ser tão pronta para estar sentada no chão, no frio, com fome, ou na soleira do verão, pedindo uma única moeda. E não ter uma vontade para qualquer coisa que não seja depender de uma segunda pessoa.
Por que ela se apega tanto ao tão pouco?
Então eu comecei a entender que o que me incomodava nela, era justamente ver nela a mesma fraqueza, a mesma falta de vontade que vejo em mim, vez em quando. Me incomoda ver na atitude dela, a atitude de alguém que deixou de lutar pelo mínimo de diguinidade humana, de ter direito a este mínimo. A mesma falta de coragem que eu vejo em mim de ir em busca daquilo que me interessa, e ficar apegada à migalha.
Me repugna o mau cheiro dela, o suor nauseabundo que ela tem, ao sol, que deve ser semelhante ao mau cheiro que o meu pecado deve rescender. Não gosto de ver restos de sujeira nos dentes dela, nos olhos dela, nos cabelos dela, que são as mesmas sujeiras que tenho em mim, e que Deus vê em mim, quando me olha, envolta nos meus pecados.
Me enoja as vestes rasgadas, a falta de higiene nas mãos enquanto come. Até a ansiedade em comer com a boca cheia demais às vezes me deixa pensando.
Eu descobri que eu não gosto de nenhuma destas características porque são as mesmas minhas, também, e eu as carrego comigo a contra gosto, mas não faço esforço para trabalhá-las em mim.
Eu preciso limpar meu coração, tirar dele sentimentos mesquinhos em relação ao outro. Eu tenho que parar de olhar só com estes olhos da cara, que vêem defeitos nos outros... Eu preciso tirar a remela dos meus olhos.
Eu tenho que parar de falar com a boca cheia. Eu preciso ouvir mais. Eu preciso ter fome é nos ouvidos...Eu preciso é ter ouvidos cheios de Deus, e boca vazia de mim.
Preciso ter coragem para limpar minha remela, as mucosas ressecadas do meu nariz. Meu cascão da alma.
Limpar meu cabelo. Minha cabeça fede. Meus pensamentos rescendem a imundície. Se reciclados fossem, restaria nada.
Aparar as unhas. Lixar meus calcanhares. Aprender a tocar as pessoas sem machucá-las, a não sujar aqueles que toco. Lavar meus pés, pisar com suavidade...Preciso pisar em solo sagrado com pés limpos.
Me esvaziar de mim.
Me livrar do meu mau cheiro. O mau cheiro das minhas opiniões, das minhas colocações desnecessárias, dos meus achismos, dos meus julgamentos e conceitos...
O linguajar do mundo deixa nosso hálito podre. Certas palavras que pronunciamos deixa nossa saliva pegajosa e a língua ransosa.
Nossa falta de amor dentro da nossa casa, com nossa mãe, nossos irmãos; nossa falta de paciência e atenção com nosso colega de aula, de trabalho, deixa nossa simples presença desagradável. Nossa aparência repugnante.
Tenho fome de gostar do outro. Tenho sede de querer bem ao/pro outro.
Nós sentamos nas escadas da nossa fraqueza, da nossa pobreza interior e esperamos que os outros alcancem nossa comida, nossa roupa...a mão. Que façam tudo pra nós: se me disser o que eu quero ouvir, então farei tal coisa...
Sempre mendigando o que é do outro. A moedinha do outro. A sobra do outro.
“Dá moedinha, tia?”
Analisando mais detalhadamente: Isto é um pedido, ou uma pergunta? Que te parece?
Deus nos deu a melhor vestimenta, mas nos apresentamos diante dele como farrapos, descalços... Ele lavou nossos pés. Ele nos convida para estarmos com Ele, mas ficamos sentados no chão da nossa falta de fé. Da nossa falta de vontade pra Deus.
Deus age na nossa vontade. Na quantia da nossa vontade para com Ele, para com as coisas referentes a Ele. Na nossa disponibilidade. Disposição.
Deus não vai nos levantar do chão, pelos cabelos, mesmo sabendo quantos fios, temos.
Deus nos ergue, é com seu amor. E Deus nos ama “de tal maneira”, que excede nosso entendimento. Porisso fica tão difícil de ser compreendido por nós. De ser vivenciado, por nós.
Que mania que eu tenho de depender em tudo dos outros, quando eu só dependo de mim: da vontade que permito ser produzida em mim, pelo amor, e pela misericórdia de Deus?
Quando vou levantar minha bunda do chão?
Quando é que eu vou escovar meus dentes sujos de comer pela boca dos outros, pela leitura que o outro faz das notícias, dos fatos, da vida? Quando é que eu vou ter minha própria escova?
Cadê um banheiro pra tirar esta sujeira que tem se acumulado em mim. Não quero mais este lixo na volta. Chega desta nojeira de me esbojar nos mesmos erros, como um suíno.
E por que moedinha? Se Deus tem pra nós uma vida decente, casa pra voltar...família que nos ame...vida?
Que noção terá aquela moça do que seja o amor de Deus? Quando eu mema pouco realizo o amor de Deus na minha vida, e vejo esta mesma realidade ao meu redor? Quando eu ouço muitas vozes falando sobre amor... Pregadores fervorosos do Evangelho...Profecias...E uma pobreza da real efetivação deste Evangelho?
Estamos sentados no chão da nossa falta de vontade. Da nossa falta de amor, doação, da nossa falta de fé. De temor a Deus, de chorar pelos que sofrem, pela alma dos perdidos, dos que não conhecem a Deus. Na nossa falta de amor por Jesus. De gostar de Jesus. Gostar dele. Gostar.
Eu preciso parar de mendigar pão na mesa de meu pai, de andar molamba na tecelagem dele, de implorar trocado, na casa da moeda dele.
Nascer denovo. Me tornar filho.
Sendo filho, se é herdeiro. Herdeiro não mendiga a herança: toma posse.
Precisamos assumir nossa filiação, aceitando nosso irmão mais velho. Obedecendo ao pai.
Amar a Deus, de todo o meu coração, de toda a minha alma, com todo meu entendimento e com toda a minha força.
E permanecer nele.
“Aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele” Jesus Cristo
Vem pra Cristo, você também
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Pastor, ou negrinho no pastoreio?


(Para as crianças desta geração)
Quando eu era criança, me fizeram acreditar na lenda de um menino escravo, que por haver perdido um gado do pasto, foi castigado sendo deixado amarrado sobre um formigueiro, até a morte.

Nunca existiu um povo com uma história de apego à família, como os judeus. Seus filhos eram contados junto com as riquezas; o maior orgulho de um judeu era ter filhos.
Houve um tempo, porém, em que os judeus, escravizados no Egito, eram submetidos a um sofrimento tal, a uma tão grande tortura, ao ponto de desejar ver seus filhos mortos. Aquele povo habituado a ver nos filhos a sua maior riqueza, a sua maior alegria, diante de tão grande opressão passou a enjeitar seus filhos.
Como um animal que rejeita a cria, que não se aproxima para lamber o filho, que não permite que sugue seu leite, os filhos eram deixados pra morrer.
“Este outro rei tratou com astúcia a nossa raça e torturou os nossos pais, a ponto de forçá-los a enjeitar seus filhos, para que não sobrevivessem.”At.7:19
Podemos ver, nestes dias, lideranças de ministérios, levantadas pelo Senhor, para sustentarem as crianças nascidas pelas mãos de Deus, tomando as mesmas atitudes dos judeus escravizados. Como aqueles, não se aproximam para lamber suas crias, não erguem um braço para acariciar os meninos, não se permitem alimentá-los: eles tem enjeitado seus nasciturnos.
Eles tem deixado seus filhos pra morrer. E quando não morrem, são mortos por eles.
Assim como aquele rei oprimia os judeus, o príncipe deste mundo tem encontrado espaço para cohabitar, nestes sepulcros caiados, e feito com que eles rejeitem as crias de suas entranhas, e tal qual o rei punia sua guarda, tem punido o ministério destas lideranças, na forma de igrejas se esvaziando, falta de unção, rupturas, facções... “E, quando Herodes o procurou e o não achou, feita inquirição aos guardas, mandou-os justiçar” At.12:19
Quando Deus elege um menino Moisés, logo o faraó da igreja se levanta para o matar.
Igrejas sem crianças: ministérios jovens reduzidos, e esquinas cheias delas.
Cuidado, herodes contemporâneo, pois assim como os vermes vingaram o sangue inocente dos meninos daqueles dias, os meninos de hoje serão cobrados da tua mão. “No mesmo instante, um anjo do Senhor o feriu, por ele não haver dado glória a Deus, e comido de bichos, expirou.” At.12:23
É Deus que escolhe. Deus é quem dá e quem tira. Deus é quem levanta aquele que Ele quiser, quando e como Ele quiser, conforme sua vontade. A ti foi dado somente o sustento destas vidas - apascentar estes pequenos cordeiros.
Apascentar é alimentar.
Alimentar não é matar. Não é competir. Não é afastar. Apacentar não é calar a voz de Deus, nelas.
Alimentar é manter vivo. Alimentar é manter aquecido. Seguro. Dar colo. Criança precisa de se sentir amada, se sentir aceita, inclusive nos momentos em que necessita receber correção.
Pare definitivamente de medir as eleições de Deus pelo cronômetro do tempo. Pelas sua opiniões, suas vontades, suas experiências particulares.
Pare de pregar que nem o tempo de Deus, nem seus pensamentos, são iguais aos nossos, mas agir pelos teus. Hipócrita.
Para teu próprio bem e de muitos, pare definitivamente, de colocar teus estatutos e doutrinas acima da voz de Deus. Tuas regrinhas nada são, diante da grandiosidade da Palavra.
Tenhamos temor da pessoa de Deus. Da paciência dele conosco.
Pare de ver seu irmão como um simples cabide de roupa que tu define, quando tu és somente apacentador, e não estilista.
Reflita sobre o que seja o amor demonstrado por Jesus. Ele jamais se referia ao exterior de alguém. Jesus não olhava roupa, tempo de fé, estado civil, ... Nem separava por “placa”... Jesus era diferente: Ele se interessava, pesava, sondava só o coração. Se Jesus nunca se referiu à espada que Pedro manteve na cintura, durante todo o tempo que estiveram juntos, que dirá à roupa ou cabelo de alguém.
Liderança: Tudo que disser ou fizer tem que ter baseamento na pessoa de Jesus Cristo. Não basta estar baseado na Bíblia, tem que estar explícito no agir de Jesus, no fazer de Jesus, no discurso de Jesus, no sentimento de Jesus. Ou então volta pro banco, porque lá, pelo menos não estarias impedindo pessoas de entrarem pela porta, que por si só já é estreita. De atrapalho, basta o inimigo.
Jesus tem nos dito hoje: “Segue-me”.
Se tu és liderança e ainda não entendeu o que significa o Segue-me de Jesus, é impressindível que pare, e pense seriamente sobre o que seja.
E quando tu entenderes e colocares em prática, teu ministério será abençoado de forma sobrenatural. A tua vida será totalmente transformada, renovada. Tu e os teus não vão te reconhecer. Tu serás uma bomba na mão Dele.
Enquanto não entenderes, é preciso que pregues somente a Palavra. A beleza da ovelha entra pela boca espiritual: Dê o pão da vida pro rebanho que Deus entregou aos teus cuidados. Pregue a Palavra. Pura. Não vamos condená-los a morrer de fome, quando Deus tem mantido nossas latas cheias com seu mantimento eterno.
Não use a posição que Deus te deu para expressar opiniões, escandalizar irmãos, humilhar pessoas.
Vamos amar nossos pequenos. Bebês, muitas vezes, nascem murchinhos, franzidinhos, feinhos, carecas...Mas um verdadeiro pai sempre os ama, sem olhar sua aparência. Já um padrasto avalia a aparência, o comportamento, mede, julga...
Ridiculariza. Escandaliza em público.
Entrementes, toda liderança que assim age, tem dentro de casa alguém que não congrega. Você consegue entender o porquê?
Mas igreja, a ti cabe estar em incessante oração a Deus, em favor das lideranças que tem sido mantidas no cárcere do inimigo, porque ...“Pedro, pois, estava guardado no cárcere, mas havia oração incessante a Deus por parte da igreja a favor dele” At.12:5
O corpo de Cristo tem sido esquartejado. Despedaçado. Separado, justamente por aqueles que Deus levantou para honrar seu nome. A Igreja tem que aprender que para sermos abençoados, temos que abençoar nossas líderanças, pois eles não estão ali para nos agradar, nem para dizer o que queremos ouvir, nem para fazer o que concordamos. Eles estão ali para com suas atitudes, fazer-nos refletir, nos converter, nos quebrantar na presença de Deus, completando dentro de nós o melhor resultado, que é aquele para o qual Deus nos criou. Nós não somos seu juizes, nós temos que aprender com ele, não murmurando contra ele, não repetindo seus erros. Amando eles. Precisamos dele. Honrando, atravéz daquele que vemos, aquele a quem não vemos, mas que nos vê, e zela por nós. Deus só mudou o cativeiro de Jó, depois que ele orou pelos seus inimigos. Deus pesa o coração.
Cabe a nós estarmos em constante jejum e oração pelas nossas lideranças. Cabe a nós intercedermos uns pelos outros, com a direção do Espírito, nos santificando e adorando a Deus em espírito e em verdade, em todo o tempo e lugar, porque Ele é digno.
Nós só seremos corpo, nós só seremos noiva, nós só estaremos vivos, quando nossa liderança estiver viva, liberta do jugo do egito moderno, que é a cobiça pelo que o irmão tem, a inveja do ministério que Deus deu ao irmão, o coração sujo achando-se o melhor, o mais santo, o mais ungido. O jugo de se achar o mais digno de ser usado por Deus. A escravidão de achar a sua “placa”a melhor.
Que droga de paixão esta por placa...Você quer ide com Jesus ou ficar com placa, afinal? Placa não sobe ninguém. Os emplacados vão ficar. Só Jesus salva.
Nós não temos mais pra onde ir. Jesus é nosso alvo.
Só tu pode decidir, pois de ti será cobrado naquele grande e terrível dia.
O mundo podre, fede à nossa volta. Precisamos nos limpar, nos santificar. Não podemos desviar do alvo, que é Jesus. Andar como Ele andava. Orar como Ele orava. Obedecer como Ele obedecia. Amar como Ele amava. Priorizar a prioridade dele, que era colocar a vontade do Pai antes e acima de tudo, de como Ele manifestava o amor atravéz do ensino da Palavra, da cura, da libertação, do perdão.
Quando insistimos e perseveramos em seguir Jesus, tudo a nossa volta vai ficando mais fácil, à medida que vamos compreendendo como eu posso (com meu permitir o agir de Deus em mim), dar minha contribuição para a realização do plano de Deus em nossos dias . O que antes parecia importante, vai gradativamente perdendo o sentido, a importância, o valor, diante da grandiosidade do amor de Deus manifesto por nós, a todo instante, todos os dias.
Quanto vale, mesmo, a liberdade de alguém que estava condenado a morrer?
Vem pra Cristo, você também.
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