
Na arte da posse e do domínio de bola, talvez não houvesse existido alguém como Mané Garrincha. Imagens da época, o mostram em campo, em jogos da Copa do Mundo, com uma performance de alguém que estivesse numa pelada no quintal da casa, tal era a simplicidade e a naturalidade com que ele envolvia o adversário.
Garrincha morreu farrapo, alcoólotra e só.
Eu vivo num tempo e numa cultura completamente fut-embolada.
Eu mesma fiz parte da massa que se envolve com os acontecimentos que giram em torno duma esfera de borracha re-emendada, rolando numa grama, não raro, artificial.
Em torno daquela pequena esfera, gira um universo de interesses, como num tornado, levantando e levando tudo pela frente e girando no ar, aos pedaços.
E somos levados junto, pela força gravitacional e destrutiva que habita no centro do tornado, sem nos darmos conta do quanto somos manipuláveis e manipulados. Mané-ni-pulado.
Li, uma vez, uma frase que dizia: nunca siga a multidão.
Não existe nada mais vazio, que a multidão. Não existe nada mais fraco, que a multidão. Não existe nada mais acéfalo, que a multidão.
Não é à toa que a multidão é chamada de massa: massa não tem forma, não tem vontade própria, não tem vida própria, não tem nada que seja de seu.
Massa tem o formato que lhe dão, tem o tamanho que lhe conferem.
Quanto mais a massa é esmagada, sovada, batida, mais massa fica, mais homogênea se torna.
Massa não decide nada. Massa nunca sabe nada. Massa é produto da vontade de algo ou de alguém. Massa sempre tem uma forma. Mas que alguém de fora dela, dá. Quem faz parte da massa não pode nada. É nulo. É zero à esquerda.
Nunca siga a massa. Tu vai te tornar igual a ela.
Tu podes ser a pessoa mais intelectual. Tu podes ser a pessoa mais influente. Tu podes ser o que for, e o que não for: quando tu te une à massa, tu perde todas as tuas características de indivíduo (indivíduo tem conotação de “ser único”), e tu passa a ser algo sem forma nítida, sem característica própria. Tu vira massa.
Massa, por si só não tem sabor, gosto. Tem o gosto, o sabor do que a ela for misturada. Isto é, ela assume rapidamente o caráter, a personalidade daquilo ao qual ela se misturar, mas que não se deixa misturar por ela.
Massa não é nada possível de ser definido, tão nada e vazia ela é.
Eu não conheço ninguém que queira ser massa. Mas conheço pouquíssimas pessoas que decidiram não sê-la.
Porque tu precisa ser tu mesmo, para não ser massa. E ser “tu mesmo” é ser alguém que pensa com sua própria cabeça. É preciso ser alguém que tem vontade de sair fora do redemoinho dos acontecimentos e não se deixar levar pela sucção dos fatos. Tu tem que ser alguém que saiba se posicionar. É preciso ser alguém com coragem de ser autêntico. Correr risco de pensar por si mesmo.
Fora da massa ficam aqueles que tem sabor, gosto, cheiro...
Um tempero nunca será massa. Uma essência nunca será massa.
O sal nunca será massa. (“Vós sois o sal da terra” Mt. 5:13).
O futebol massifica, porque ele não é essência. Ele é superficial, passageiro e volátil. Isto é, aquele par de pernas que eu aplaudo hoje, eu vou vaiar amanhã, porque futebol não é amor, é paixão passageira e de puro interesse. Não há fidelidade na paixão. Não há casamento que dure, só com a paixão. Futebol é feito por mercenários, que seguem o rumo financeiro.
A massa pode se apaixonar. Mas o ser amado não se envolve com a massa. O amor da massa é unilateral. Não é correspondido. Massa sempre ama sozinha.
Aprenda uma coisa: quando tu é massa tu nunca é valorizado. Tu nunca é amado. Nunca.
Não espere qualquer glória, sendo massa. Tu sempre vai ser motivo de chacota. Tu sempre vai ser motivo de riso e debocha daquele que te usa, que te explora. Porque massa sempre é explorada: massa não tem cérebro, não pensa. Massa nasceu pra servir. Pra ser sovada. A-manés-sada
Porque tu acha que tem tantas fábricas invisíveis de nos fazer massa?
Porque tu acha que tem um processo invisível nos tornando massa?
Olha à tua volta. Veja as pessoas a tua volta. Olhe seu modo de vestit, falar, gesticular, consumir, hábitus ... Comece a analisar de onde nasceu aquela tendência e perceba que teve uma nascente. Um nascedouro. Geralmente é uma programação de TV aberta. São cópias borradas dos personagens criados nas telinhas.
Nós não sabemos nem escolher nossas roupas, sozinhos. Precisamos duma fábrica de massa para escolher pra nós: e que melhor fabriqueta que a novelinha? Que melhor fábrica de escolher nosso linguajar que aqueles diálogos recheados de palavrões da novelinha? Que melhor fábrica de nos adestrar, de nos domar e dominar que a violência impregnada na telinha?
Enquanto tu veste o que todo mundo veste, mesmo que não combine contigo, quando tu fala só os assuntos que todo mundo fala, mesmo que não acrescente nada ao teu dia, quando tu olha o que todo mundo olha, quando tu come, bebe, frequenta, fala o que os outros estão falando, tu é massa. Tu não és ninguém em especial.
Precisamos de lazer? Sim. Mas precisamos, antes, sermos livres para decidir por nós mesmos. Ter livre-arbítrio não é a mesma coisa que ser livre. Só tem uma forma de alguém ser livre: é conhecendo a verdade. (“Eu sou a verdade”Jo.14:6; e ...”conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”Jo.8:32).
Nos países de primeiro mundo, onde os canais de Tvs são pagos, as pessoas gastam seu tempo livre com diferentes alternativas, como leitura de bom nível, teatro, cinema...O que é essencialmente cultural não massifica. Lá, onde as pessoas tem poder aquisitivo, a moda é repetir as roupas. Lá não tem fábrica de produzir a necessidade de trocar de roupa toda hora, para nos firmar socialmente.
Porque necessitamos do troca-troca? Porque massa não sabe que seu valor não está no corpo, mas na essência do ser humano, que é sua alma e que mora nele. Não esqueça que essência não faz parte de massa. Massa não tem corpo individual. Tu não tem valor dentro da massa. Tu não acrescenta nada, tu não agrega nada de teu, na massa. E roupa não é tu. É tua, mas não é tu. Então tu tem que fazer o que todo mundo da massa faz: trocar de roupa, trocar isto, aquilio, ...seguir a massa...
Geralmente, a base da massa é formada por pessoas sozinhas com suas mentes completamente ocupadas com as necessidades básicas da existência humana diária, como comida, roupa, aluguél. Falta de gás. Fica fácial manipulá-la, porque em suas mentes não tem espaço para produzir pensamentos criativos, capazes de produzir, de acrescentar qualidade de vida, que venham enriquecer suas relações, que os tire do lugar comum.
Pensando sobre isto, eu ainda não concluí se eles fazem parte da massa por serem assim, ou se eles são assim por fazerem parte da massa. Mas uma coisa, sei: Uma das recíprocas é verdadeira.
Para a massa, o futebol é uma válvula de escape dos problemas diários. Tu não te sente mais sozinho com os teus problemas: tu olha pro lado e vê alguém gritando e chorando, como tu, com o mesmo vazio de expressão, a mesma faixa de barriga de fora, a mesma chapinha, com um pircing igual...e tu pensa: a solidão dele é igual a minha.
Enquanto tu chora agarrado na cerca da Geral, tu tá engordando a conta corrente do teu ídolo. E ele tá tão preocupado contigo, tão interessado em ti, no teu choro, que logo vai adiante, assim que aparecer um bobo que lhe pague mais que tu. ( Interessante: jogador recebe luvas para usar os pés..).
O que sobrou pra ti, na segunda-feira? O que restou pro teu filho comer?
Pois massa vive de sobras, de raspas e de restos.
O componente que liga a massa é a solidão de cada um. Cada um, da massa, é alguém que se sente só, e que aceita fazer parte da massa para fugir da sua solidão. Porém, tá na massa, mas a tua solidão continua em ti. Cada componente da massa tem sua solidão particular, porque solidão não se mistura, ela liga, mas não mistura, porque não é no corpo, é na alma. Nós ficamos comprando coisas para o corpo, mas a alma continua com fome...treme de frio...
E solidão não sai de dentro da gente por si só, nem é possível de ser arrancada. Solidão só sai de nós quando a palavra de Jesus entra em nós. Quando a luz entra, a escuridão tem que sair. Luz e treva não convive no mesmo espaço.
E quando a solidão sai de nós a massa passa a nos ver como um corpo extranho, porque passamos a ser livres de todo laço que nos desagrada, que nos massifica. Passamos a ter, com Cristo, o domínio e a posse da nossa vida, da nossa roupa, nossa forma de pensar, nossa forma de amar o outro...
Conviver.
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No jogo da vida é Jesus Cristo quem escala os que entram em campo pra vencer. É Ele que tem o poder de dar a posse e o domínio de bola. Ele mesmo troca passes e tabela conosco.
Aprendi com Ele a dar chapeuzinho, janelinha e lençol no adversário. A tirar de letra. A não errar em bola. Fazer chuverinho. Me fez de dona da pequena e da grande área: encho o pé e acerto de primeira, no sem pulo, de calcanhar, de bicicleta, de voleio. Mergulho. Mato no peito. Domino. Acerto o ângulo. Sacudo a rede. Goleio.
Jesus nos tira da massa, da lama, do banco, do fosso e da fossa. Nos põem em campo pra sermos mais do que vencedores, com Ele, pois ...”eu venci o mundo”Jo16: 33 e porque “Posso todas as coisas naquele que me fortalece” Fl 4,13.
Venha pra Cristo, você também: ...”quem não é contra nós é por nós. Lc9.40”.
Suelisilvania. blogspot.com
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Ouvi, hoje, um cliente comentando com meu colega de trabalho: Veja o convite que ganhei, para estar, nesta noite, num grupo seleto de empresários, onde vão estar (e citou alguns nomes da mídia). Estaremos apoiando xyz (jogador chegado da Europa), a retornar ao futebol gaúcho, pois o mesmo está descapitalizado, ele está mal das pernas, disse ele. E passou, então, a listar as posses que tinham restado ao tal jogador.
Eu não sei quantas pessoas vão ler este texto, mas creio que se somados fossem os salários recebidos por elas durante sua vida ativa, não atingiria o total dos bens de um jogador “mal das pernas”.
Eu fiquei cabisbaixa lembrando de todas as vezes que eu contribuí com aquele “par de pernas”.
Ei: o que sobrou na tua panela? Ei: o que tem no teu coração?
Garrincha morreu farrapo, alcoólotra e só.
Eu vivo num tempo e numa cultura completamente fut-embolada.
Eu mesma fiz parte da massa que se envolve com os acontecimentos que giram em torno duma esfera de borracha re-emendada, rolando numa grama, não raro, artificial.
Em torno daquela pequena esfera, gira um universo de interesses, como num tornado, levantando e levando tudo pela frente e girando no ar, aos pedaços.
E somos levados junto, pela força gravitacional e destrutiva que habita no centro do tornado, sem nos darmos conta do quanto somos manipuláveis e manipulados. Mané-ni-pulado.
Li, uma vez, uma frase que dizia: nunca siga a multidão.
Não existe nada mais vazio, que a multidão. Não existe nada mais fraco, que a multidão. Não existe nada mais acéfalo, que a multidão.
Não é à toa que a multidão é chamada de massa: massa não tem forma, não tem vontade própria, não tem vida própria, não tem nada que seja de seu.
Massa tem o formato que lhe dão, tem o tamanho que lhe conferem.
Quanto mais a massa é esmagada, sovada, batida, mais massa fica, mais homogênea se torna.
Massa não decide nada. Massa nunca sabe nada. Massa é produto da vontade de algo ou de alguém. Massa sempre tem uma forma. Mas que alguém de fora dela, dá. Quem faz parte da massa não pode nada. É nulo. É zero à esquerda.
Nunca siga a massa. Tu vai te tornar igual a ela.
Tu podes ser a pessoa mais intelectual. Tu podes ser a pessoa mais influente. Tu podes ser o que for, e o que não for: quando tu te une à massa, tu perde todas as tuas características de indivíduo (indivíduo tem conotação de “ser único”), e tu passa a ser algo sem forma nítida, sem característica própria. Tu vira massa.
Massa, por si só não tem sabor, gosto. Tem o gosto, o sabor do que a ela for misturada. Isto é, ela assume rapidamente o caráter, a personalidade daquilo ao qual ela se misturar, mas que não se deixa misturar por ela.
Massa não é nada possível de ser definido, tão nada e vazia ela é.
Eu não conheço ninguém que queira ser massa. Mas conheço pouquíssimas pessoas que decidiram não sê-la.
Porque tu precisa ser tu mesmo, para não ser massa. E ser “tu mesmo” é ser alguém que pensa com sua própria cabeça. É preciso ser alguém que tem vontade de sair fora do redemoinho dos acontecimentos e não se deixar levar pela sucção dos fatos. Tu tem que ser alguém que saiba se posicionar. É preciso ser alguém com coragem de ser autêntico. Correr risco de pensar por si mesmo.
Fora da massa ficam aqueles que tem sabor, gosto, cheiro...
Um tempero nunca será massa. Uma essência nunca será massa.
O sal nunca será massa. (“Vós sois o sal da terra” Mt. 5:13).
O futebol massifica, porque ele não é essência. Ele é superficial, passageiro e volátil. Isto é, aquele par de pernas que eu aplaudo hoje, eu vou vaiar amanhã, porque futebol não é amor, é paixão passageira e de puro interesse. Não há fidelidade na paixão. Não há casamento que dure, só com a paixão. Futebol é feito por mercenários, que seguem o rumo financeiro.
A massa pode se apaixonar. Mas o ser amado não se envolve com a massa. O amor da massa é unilateral. Não é correspondido. Massa sempre ama sozinha.
Aprenda uma coisa: quando tu é massa tu nunca é valorizado. Tu nunca é amado. Nunca.
Não espere qualquer glória, sendo massa. Tu sempre vai ser motivo de chacota. Tu sempre vai ser motivo de riso e debocha daquele que te usa, que te explora. Porque massa sempre é explorada: massa não tem cérebro, não pensa. Massa nasceu pra servir. Pra ser sovada. A-manés-sada
Porque tu acha que tem tantas fábricas invisíveis de nos fazer massa?
Porque tu acha que tem um processo invisível nos tornando massa?
Olha à tua volta. Veja as pessoas a tua volta. Olhe seu modo de vestit, falar, gesticular, consumir, hábitus ... Comece a analisar de onde nasceu aquela tendência e perceba que teve uma nascente. Um nascedouro. Geralmente é uma programação de TV aberta. São cópias borradas dos personagens criados nas telinhas.
Nós não sabemos nem escolher nossas roupas, sozinhos. Precisamos duma fábrica de massa para escolher pra nós: e que melhor fabriqueta que a novelinha? Que melhor fábrica de escolher nosso linguajar que aqueles diálogos recheados de palavrões da novelinha? Que melhor fábrica de nos adestrar, de nos domar e dominar que a violência impregnada na telinha?
Enquanto tu veste o que todo mundo veste, mesmo que não combine contigo, quando tu fala só os assuntos que todo mundo fala, mesmo que não acrescente nada ao teu dia, quando tu olha o que todo mundo olha, quando tu come, bebe, frequenta, fala o que os outros estão falando, tu é massa. Tu não és ninguém em especial.
Precisamos de lazer? Sim. Mas precisamos, antes, sermos livres para decidir por nós mesmos. Ter livre-arbítrio não é a mesma coisa que ser livre. Só tem uma forma de alguém ser livre: é conhecendo a verdade. (“Eu sou a verdade”Jo.14:6; e ...”conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”Jo.8:32).
Nos países de primeiro mundo, onde os canais de Tvs são pagos, as pessoas gastam seu tempo livre com diferentes alternativas, como leitura de bom nível, teatro, cinema...O que é essencialmente cultural não massifica. Lá, onde as pessoas tem poder aquisitivo, a moda é repetir as roupas. Lá não tem fábrica de produzir a necessidade de trocar de roupa toda hora, para nos firmar socialmente.
Porque necessitamos do troca-troca? Porque massa não sabe que seu valor não está no corpo, mas na essência do ser humano, que é sua alma e que mora nele. Não esqueça que essência não faz parte de massa. Massa não tem corpo individual. Tu não tem valor dentro da massa. Tu não acrescenta nada, tu não agrega nada de teu, na massa. E roupa não é tu. É tua, mas não é tu. Então tu tem que fazer o que todo mundo da massa faz: trocar de roupa, trocar isto, aquilio, ...seguir a massa...
Geralmente, a base da massa é formada por pessoas sozinhas com suas mentes completamente ocupadas com as necessidades básicas da existência humana diária, como comida, roupa, aluguél. Falta de gás. Fica fácial manipulá-la, porque em suas mentes não tem espaço para produzir pensamentos criativos, capazes de produzir, de acrescentar qualidade de vida, que venham enriquecer suas relações, que os tire do lugar comum.
Pensando sobre isto, eu ainda não concluí se eles fazem parte da massa por serem assim, ou se eles são assim por fazerem parte da massa. Mas uma coisa, sei: Uma das recíprocas é verdadeira.
Para a massa, o futebol é uma válvula de escape dos problemas diários. Tu não te sente mais sozinho com os teus problemas: tu olha pro lado e vê alguém gritando e chorando, como tu, com o mesmo vazio de expressão, a mesma faixa de barriga de fora, a mesma chapinha, com um pircing igual...e tu pensa: a solidão dele é igual a minha.
Enquanto tu chora agarrado na cerca da Geral, tu tá engordando a conta corrente do teu ídolo. E ele tá tão preocupado contigo, tão interessado em ti, no teu choro, que logo vai adiante, assim que aparecer um bobo que lhe pague mais que tu. ( Interessante: jogador recebe luvas para usar os pés..).
O que sobrou pra ti, na segunda-feira? O que restou pro teu filho comer?
Pois massa vive de sobras, de raspas e de restos.
O componente que liga a massa é a solidão de cada um. Cada um, da massa, é alguém que se sente só, e que aceita fazer parte da massa para fugir da sua solidão. Porém, tá na massa, mas a tua solidão continua em ti. Cada componente da massa tem sua solidão particular, porque solidão não se mistura, ela liga, mas não mistura, porque não é no corpo, é na alma. Nós ficamos comprando coisas para o corpo, mas a alma continua com fome...treme de frio...
E solidão não sai de dentro da gente por si só, nem é possível de ser arrancada. Solidão só sai de nós quando a palavra de Jesus entra em nós. Quando a luz entra, a escuridão tem que sair. Luz e treva não convive no mesmo espaço.
E quando a solidão sai de nós a massa passa a nos ver como um corpo extranho, porque passamos a ser livres de todo laço que nos desagrada, que nos massifica. Passamos a ter, com Cristo, o domínio e a posse da nossa vida, da nossa roupa, nossa forma de pensar, nossa forma de amar o outro...
Conviver.
____________________________________________________________
No jogo da vida é Jesus Cristo quem escala os que entram em campo pra vencer. É Ele que tem o poder de dar a posse e o domínio de bola. Ele mesmo troca passes e tabela conosco.
Aprendi com Ele a dar chapeuzinho, janelinha e lençol no adversário. A tirar de letra. A não errar em bola. Fazer chuverinho. Me fez de dona da pequena e da grande área: encho o pé e acerto de primeira, no sem pulo, de calcanhar, de bicicleta, de voleio. Mergulho. Mato no peito. Domino. Acerto o ângulo. Sacudo a rede. Goleio.
Jesus nos tira da massa, da lama, do banco, do fosso e da fossa. Nos põem em campo pra sermos mais do que vencedores, com Ele, pois ...”eu venci o mundo”Jo16: 33 e porque “Posso todas as coisas naquele que me fortalece” Fl 4,13.
Venha pra Cristo, você também: ...”quem não é contra nós é por nós. Lc9.40”.
Suelisilvania. blogspot.com
$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$
Ouvi, hoje, um cliente comentando com meu colega de trabalho: Veja o convite que ganhei, para estar, nesta noite, num grupo seleto de empresários, onde vão estar (e citou alguns nomes da mídia). Estaremos apoiando xyz (jogador chegado da Europa), a retornar ao futebol gaúcho, pois o mesmo está descapitalizado, ele está mal das pernas, disse ele. E passou, então, a listar as posses que tinham restado ao tal jogador.
Eu não sei quantas pessoas vão ler este texto, mas creio que se somados fossem os salários recebidos por elas durante sua vida ativa, não atingiria o total dos bens de um jogador “mal das pernas”.
Eu fiquei cabisbaixa lembrando de todas as vezes que eu contribuí com aquele “par de pernas”.
Ei: o que sobrou na tua panela? Ei: o que tem no teu coração?
Um comentário:
Texto maravilhoso, adorei tua maneira de refletir
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