segunda-feira, 19 de maio de 2008

Carna(va)lidades

Carna(va)lidades


“Sábado, 8 de fevereiro de 1997
Boa tarde
Estou escutando a música que eu adoro.
Ontem ou hoje, não sei, fomos ao Comercial.
Eu, Gringa, Rô, Dê, Dani, é Carnaval e teria banho de espuma.
Foi o melhor de todos (com certeza)
Dançamos tanto, alegria no ar, não tinha como não respirar, sabe o que é festa com gente parceira, pois é, foi isso algo.
Abriram nos fundos, tinha 3 pistas de dança, uma completamente vazia e as outras duas com nós, o que significa cheias de tudo que é bom.
Nós entramos nos trenzinhos e fulia, pique, e graça era o que não faltou.
Rimos tanto.
Olha a música “Dança do Bumbum”, não sei quantas vezes dançamos esta.
As gurias vão ir amanhã, eu não posso, a Mami não deixou.
Dá licença, o que era aqueles antas, o Enrico (um espanhol de mentirinha que eu adorei), o Binho (olha o nome...é parceiro, tudo a vê com Bobinho), o Márcio (chiclé Ploc grande), o Rata (querido, dança que é um condenado), o Peruca Preta (algo de legal, amiguinho), o Palha (esse, dá licença, essa pequena linha não é suficiente), o Rodrigo (Beijo, sempre disponível, várias identidades), o João Luis (coitado, não sabia o que ia fazer com nós no pé dele), é tanta gente legal, adoro isso, fazer amizades.
Bom, estávamos treladas de tudo: alegria, requebrando, dança, líquido, espuma, sujeira...
Mas eu adoro esse porre, queria um desses todo o dia
Chegamos em casa
Que medo
Eu Bisu
Emanuele”
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Outro dia eu falava com Deus e perguntava: “Senhor, eu não gosto de rituais, porque que eu tenho de ir ao ritual de casamento da Emanuele? Caminhar por um determinado tapete, num momento determinado, com um determinado tipo de roupa, etc, etc...” E Deus quieto.
E eu estava procurando material para fazer um calendário. No meio de uma papelada encontrei este escrito, numa folha tão aparentemente nova, que parecia ter sido escrita há 10 dias, e não há dez anos. E Deus, que sempre me ouve, e nunca me deixa falando sozinha, me responde: “Sueli, olha e vê os lugares que tu me obrigavas a entrar com tua filha, quando ela era do mundo e saia e tu me pedias: “Guarda a minha filha, Senhor Deus”. Qual o problema em participar de um ritual? E não é um ritual, é um culto à mim”.
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Como é a tua festa?
Qual é a tua? Teu mundo é este?
A tua festinha/ritual tem sujeira? Espuma?
Percebe que no mundo nunca se tem nada inteiro? Você é sempre um pedaço, até no nome: “Rô, Dê, Binho...”
Que não importa quanto tempo você perca em frente do espelho, escolhendo o melhor perfume, a tua melhor roupa, você sempre é pouco? Você sempre é debochado, comparado, ridicularizado?
Você sai de casa para ser motivo de chacota para os demais, e ainda acha que está agradando. Você nunca tem valor, porque no mundo ninguém te vê. E se você tem algum valor. ele não conta, nem serve. O teu verdadeiro eu é anulado, arrasado. Você se esconde atrás de comportamentos, máscaras, mentiras, tatuagens, marcas, e acha normal. Você nunca se mostra, porque tem sempre alguém para pisar em você. Não importa quem você seja, o quanto você seja, você nunca é nada, para o/e/no mundo.
Você para se alegrar, faz “folia”, como animais.
Para conseguir sentir alguma coisa, você dança como um “condenado”. E quando somos do mundo somos condenados, mesmo: A ir ao Inferno.
Rimos tanto... De si mesmo.
Quem é do mundo sempre teme alguma coisa/tudo: “Que medo”
Você é Bobinho, Chiclé, Coitado... Este é o teu chão?
É esta a tua praia?
Qual é a tua?
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A Bíblia diz que Jesus é a pedra angular. Que todo aquele que se levantar contra ela será destruído, e todo aquele sobre quem ela cair ficará em pedaços.
Não me impressiona o fato de que o Clube Comercial está reduzido a escombros.
“Operando Eu, quem impedirá?” Deus tem perguntado nestes últimos dias.
Você quer continuar na carna(va)lidade, ou vai assumir sua espiritualidade, seu lugar em Deus? Ele te conhece e te chama pelo seu nome. Ele não usa apelido para falar contigo. Ele não te debocha. Não te ridiculariza.
Ele te ama. Muito antes de você nascer já te conhecia. Já sonhava contigo.
A Biblia diz que todas as estrelas cabem na palma das mãos de Deus, e Ele as conhece cada uma pelo nome. Ele te conhece.
Deus é alguém que respeita. Deus é sério. Não tem trenzinho com ele. Nem folia. Deus é fiel. Justo e misericordioso. E bom.
A misericórdia de Deus é infinita e se renova a cada manhã.
E diz ainda, na Bíblia, que a Graça dele nos basta. Tem, também, nela escrito, 365 vezes: “Não temas”. Porque é pra ti não temer, mesmo, pois Nele podemos todas as coisas.
Você vai abrir mão de tudo isto e permanecer na tua mediocridade? No teu anonimato? Na sujeira que espuma nenhuma limpa?
Vem pra uma festa que não terá fim. Teu lugar ainda está vago. Vem alegrar-se em átrios não feitos por mãos humanas. Eternos. Indestrutíveis.
Vem conhecer a verdadaira vida, a alegria que não acaba. Vem sentir o que é ser amado e respeitado como tu és, porque Deus te ama como tu és.
Vem pra Cristo, você também.
Suelisilvânia

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