
Como tu escreves deus? com z ou D?
Em 1977 eu tive a primeira experiência com o Rubén Darío. Acabara o I Grau, e convenci minha mãe que tinha condições/idade para atravessar diariamente à pé, Sapucaia, e chegar até o tão sonhado II Grau. Quem sabe, chegar a fazer parte da banda do colégio, nas comemorações do 7 de Setembro, que eu assistira desde criança: Boné vermelho e saia pregueada; enormes tambores e trompetes... Do time de hanbal mais temido nos campeonatos municipais... Penso que devo ter entrado por aqueles portões, naquela manhã de 77, com o peito estofado e um coração quase rebentando, dentro dele.
Não quero te decepcionar: Nunca cheguei a tocar na banda, nem fiz parte do time de handball, mas também não fui tão mal assim; naquele ano fiquei conhecida como aluna Nota 10, título dado pelo Conselho de Professores.
Percebo que minha memória guardou cuidadosamente alguns nomes daquele tempo: Hydeko Abe, Lenise Emanuele, Rosangela, Fátima, Judite, Islá..
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2007: Adentro os portões (agora resguardado por enormes grades, para melhor aprisionar o conhecimento). Levanto os olhos, para dar uma olhada geral naquele que foi o meu parque de vivências particularmente caras, e meu coração que já se preparava para bater forte, apanha. Eis que vejo escrito no extremo esquerdo do primeiro prédio: Zeus. E assim, em cada prédio, o nome de um deus da mitologia grega.
A secretária chegou mesmo a dar uma explicação vaga sobre o fato.
É possível perceber como são nominadas coisas à nossa volta, como picham as paredes do nosso conhecimento, do nosso entendimento e vamos deixando a sujeira e a confusão basear nossos conceitos e nossa pessoa.
Não estou apontando, como se fosses culpado; estou te dizendo, para que penses sobre isso, e percebas como do nosso exterior vem todas as informações, todas os modismos, todos os conceitos, hábitus, praxis, culturas (tudo “prontinho”), como se fôssemos incapazes de buscar por nós mesmos.
E o pior de tudo, é o fato de que pelo modo que estas informações, conhecimentos nos chegam, nos dá a falsa impressão de que somos livres para produzir nosso próprio conhecimento, nossas próprias idéias e conceitos. Gostamos muito, demasiadamente muito de nos saber livres para decidir e fazer. Chegamos a nos convencer disso. Este é o verdadeiro instinto/sentimento/idéia/entendimento de um animal criado em cativeiro, pois não vemos ele se debater contra as grades, porque ele as vê, mas não as percebe. Ver e perceber tem diferença.
O Homo Sapiens é o único animal capaz de perceber as grades, mesmo as invisíveis para o olho humano, e dotado de inteligência suficiente para se bater contra elas. Mas do modo como o mundo/sociedade/cultura/mídia/correria nos impõem nossas relações sociais e humanas, as grades que nos impedem de pensarmos por nós mesmos se tornam invisíveis/imperceptíveis e acabamos por nos tornar o animal mais comumente enjaulado num zoo-ilógico de atropo-lógico? sem precedentes na história da humanidade.
Ficamos presos pelas correntes imperceptíveis do que a cultura e as vivências criam em nós. Somos produto delas, e nos esquecemos que podemos ser muito mais do que resultado, porque somos um ser capaz de sentir e transformar.
Qual o momento que reservamos para pensar/agir sobre isso? Seria aquele instante entre a lotação e o trensurb? Ou aquele entre a escovação (mal feita) dos bracts dos caninos e a ajeitadinha no pircing (escolha o lugar que quiseres, pois tu não és adulto e livre o suficiente para assumir o locus no teu corpo que o colocastes? Não foi este o argumento que usastes com tua mãe/pai? Ou ainda, não seria aquela tatuagem de um demônio da tasmânia que tua mãe trás na nuca que te incentivou?)?
Eu não acabei de te dizer como é fácil a cultura e o exterior ditar o que tu usas pendurado em ti, como se fosses um simples cabide? Vazio? Tu não és moldura. És a criação. comporte-se como tal.
Se esta frase te parece pesada, começa a usar esta cabeça que tens na extremidade deste teu pescoço. Ele não é só para carregar um gogó, ou uma imitação barata do colar usado pela personagem da novelinha do 12.
Percebe o quanto nós somos livres nas nossas decisões? O quanto somos governados/comandados/adestrados por algo que nem nos damos conta do que seja. Do quanto somos expostos e indefesos contra esta manipulação? Liberte-se.
Agora, se assim está bom pra ti, tem o tal do livre-arbítrio (um argumento bastante forte) para te esconderes destas verdades. Afinal, não nos tornamos mestres-avestruzes em enfiarmos a cabeça na terra na hora das dificuldades?
Cuidado, porém, com aquele que pisa e tripudia sobre o resto do teu corpo que fica descuidado/vulnerável, enquanto tua cabeça está enfiada na terra.
Eu não sei o que é pior, se a cabeça e os olhos enfiados na escuridão, ou o corpo exposto aos abutres.
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Eu fui uma avestruz exemplar: do tipo que engole tudo que dão, e enfiava mais do que rapidamete a cabeça na terra (terra=3 cursos universitários), quando precisava. Entrementes, habitava um vazio dentro e fora de mim. Tenebroso.
Um dia alguém me disse: “Jesus Cristo te ama”. Simples assim.
Agora sou ovelha. Não engulo qualquer coisa. Eu escuto o que Ele me fala e dele vou obtendo todo o conhecimento/entendimento necessário. Andava presa, agora sou/estou/permaneço livre.
Encontrei, no amor de Deus, uma alegria e um gosto de viver/trabalhar/estudar/conviver que desconhecia até então.
O mundo confuso/consumista/globalizado impõem seus deuses: escreve seus nomes nas nossas paredes; os catam na mitologia, no batuque, no espititismo, no exoterismo, no Vaticano... e nos socam guela abaixo. Só que eles são incapazes de chegar até nossos corações. Porisso o vazio e as avestruzes povoam o mundo. ver.
Não permita manipulação. Tu não és um produto num laboratório. Tu és uma criação de Deus (com D maiúsculo), para um propósito exclusivo e único. Teu.
O verdadeiro Deus disse: “Eu sou o alfa, e o ômega”. “O caminho. A verdade”.
Será que eu tô falando grego?
Vem pra Cristo você também.
Suelisilvânia
Em 1977 eu tive a primeira experiência com o Rubén Darío. Acabara o I Grau, e convenci minha mãe que tinha condições/idade para atravessar diariamente à pé, Sapucaia, e chegar até o tão sonhado II Grau. Quem sabe, chegar a fazer parte da banda do colégio, nas comemorações do 7 de Setembro, que eu assistira desde criança: Boné vermelho e saia pregueada; enormes tambores e trompetes... Do time de hanbal mais temido nos campeonatos municipais... Penso que devo ter entrado por aqueles portões, naquela manhã de 77, com o peito estofado e um coração quase rebentando, dentro dele.
Não quero te decepcionar: Nunca cheguei a tocar na banda, nem fiz parte do time de handball, mas também não fui tão mal assim; naquele ano fiquei conhecida como aluna Nota 10, título dado pelo Conselho de Professores.
Percebo que minha memória guardou cuidadosamente alguns nomes daquele tempo: Hydeko Abe, Lenise Emanuele, Rosangela, Fátima, Judite, Islá..
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2007: Adentro os portões (agora resguardado por enormes grades, para melhor aprisionar o conhecimento). Levanto os olhos, para dar uma olhada geral naquele que foi o meu parque de vivências particularmente caras, e meu coração que já se preparava para bater forte, apanha. Eis que vejo escrito no extremo esquerdo do primeiro prédio: Zeus. E assim, em cada prédio, o nome de um deus da mitologia grega.
A secretária chegou mesmo a dar uma explicação vaga sobre o fato.
É possível perceber como são nominadas coisas à nossa volta, como picham as paredes do nosso conhecimento, do nosso entendimento e vamos deixando a sujeira e a confusão basear nossos conceitos e nossa pessoa.
Não estou apontando, como se fosses culpado; estou te dizendo, para que penses sobre isso, e percebas como do nosso exterior vem todas as informações, todas os modismos, todos os conceitos, hábitus, praxis, culturas (tudo “prontinho”), como se fôssemos incapazes de buscar por nós mesmos.
E o pior de tudo, é o fato de que pelo modo que estas informações, conhecimentos nos chegam, nos dá a falsa impressão de que somos livres para produzir nosso próprio conhecimento, nossas próprias idéias e conceitos. Gostamos muito, demasiadamente muito de nos saber livres para decidir e fazer. Chegamos a nos convencer disso. Este é o verdadeiro instinto/sentimento/idéia/entendimento de um animal criado em cativeiro, pois não vemos ele se debater contra as grades, porque ele as vê, mas não as percebe. Ver e perceber tem diferença.
O Homo Sapiens é o único animal capaz de perceber as grades, mesmo as invisíveis para o olho humano, e dotado de inteligência suficiente para se bater contra elas. Mas do modo como o mundo/sociedade/cultura/mídia/correria nos impõem nossas relações sociais e humanas, as grades que nos impedem de pensarmos por nós mesmos se tornam invisíveis/imperceptíveis e acabamos por nos tornar o animal mais comumente enjaulado num zoo-ilógico de atropo-lógico? sem precedentes na história da humanidade.
Ficamos presos pelas correntes imperceptíveis do que a cultura e as vivências criam em nós. Somos produto delas, e nos esquecemos que podemos ser muito mais do que resultado, porque somos um ser capaz de sentir e transformar.
Qual o momento que reservamos para pensar/agir sobre isso? Seria aquele instante entre a lotação e o trensurb? Ou aquele entre a escovação (mal feita) dos bracts dos caninos e a ajeitadinha no pircing (escolha o lugar que quiseres, pois tu não és adulto e livre o suficiente para assumir o locus no teu corpo que o colocastes? Não foi este o argumento que usastes com tua mãe/pai? Ou ainda, não seria aquela tatuagem de um demônio da tasmânia que tua mãe trás na nuca que te incentivou?)?
Eu não acabei de te dizer como é fácil a cultura e o exterior ditar o que tu usas pendurado em ti, como se fosses um simples cabide? Vazio? Tu não és moldura. És a criação. comporte-se como tal.
Se esta frase te parece pesada, começa a usar esta cabeça que tens na extremidade deste teu pescoço. Ele não é só para carregar um gogó, ou uma imitação barata do colar usado pela personagem da novelinha do 12.
Percebe o quanto nós somos livres nas nossas decisões? O quanto somos governados/comandados/adestrados por algo que nem nos damos conta do que seja. Do quanto somos expostos e indefesos contra esta manipulação? Liberte-se.
Agora, se assim está bom pra ti, tem o tal do livre-arbítrio (um argumento bastante forte) para te esconderes destas verdades. Afinal, não nos tornamos mestres-avestruzes em enfiarmos a cabeça na terra na hora das dificuldades?
Cuidado, porém, com aquele que pisa e tripudia sobre o resto do teu corpo que fica descuidado/vulnerável, enquanto tua cabeça está enfiada na terra.
Eu não sei o que é pior, se a cabeça e os olhos enfiados na escuridão, ou o corpo exposto aos abutres.
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Eu fui uma avestruz exemplar: do tipo que engole tudo que dão, e enfiava mais do que rapidamete a cabeça na terra (terra=3 cursos universitários), quando precisava. Entrementes, habitava um vazio dentro e fora de mim. Tenebroso.
Um dia alguém me disse: “Jesus Cristo te ama”. Simples assim.
Agora sou ovelha. Não engulo qualquer coisa. Eu escuto o que Ele me fala e dele vou obtendo todo o conhecimento/entendimento necessário. Andava presa, agora sou/estou/permaneço livre.
Encontrei, no amor de Deus, uma alegria e um gosto de viver/trabalhar/estudar/conviver que desconhecia até então.
O mundo confuso/consumista/globalizado impõem seus deuses: escreve seus nomes nas nossas paredes; os catam na mitologia, no batuque, no espititismo, no exoterismo, no Vaticano... e nos socam guela abaixo. Só que eles são incapazes de chegar até nossos corações. Porisso o vazio e as avestruzes povoam o mundo. ver.
Não permita manipulação. Tu não és um produto num laboratório. Tu és uma criação de Deus (com D maiúsculo), para um propósito exclusivo e único. Teu.
O verdadeiro Deus disse: “Eu sou o alfa, e o ômega”. “O caminho. A verdade”.
Será que eu tô falando grego?
Vem pra Cristo você também.
Suelisilvânia
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